"O justo é como árvore plantada à beira de águas correntes, perto da Fonte. Porque está plantado assim, ele dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que faz prospera. Ele é teimosamente abençoado por Deus. A olhos vistos".

Divulgo, aqui no blog, algumas reflexões. Não são textos acabados e sempre estou aberto ao diálogo!

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dom João Braz de Aviz se despede de Brasília, rumo à Roma

Brasília (Terça-feira, 08-02-2011, Gaudium Press) Após sete anos de trabalhos na Arquidiocese de Brasília, Dom João Braz de Aviz se despede da capital federal no próximo dia 13 de fevereiro. A celebração eucarística está marcada para às 9h30 na Catedral Metropolitana.
O arcebispo de Brasília embarca para Roma no próprio dia 13 para assumir a prefeitura da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, cargo a ele designado pelo Papa Bento XVI no dia 4 de janeiro. Dom João ocupará o posto que era comandado pelo Cardeal Franc Rodé, que apresentou sua renúncia por atingir o limite de idade previsto no Código de Direito Canônico.
Os ensaios e os preparativos para este momento especial acontecem desde o dia 22 de janeiro, quando o coral de mil vozes que se apresentou durante o XVI Congresso Eucarístico Nacional em maio do ano passado, em Brasília, se reuniu para a escolha do repertório a ser apresentado durante a celebração.
O prelado disse que "nestes quase sete anos na Arquidiocese de Brasília, experimentei a graça de servir uma Igreja unida, fiel e generosa e confio esta nova etapa de minha vida ao Senhor, que pode me sustentar".

(Gaudium Press)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vaticano: Novo responsável pelos religiosos teme influência do individualismo

Cidade do Vaticano, 02 Fev (Ecclesia) – O arcebispo brasileiro João Braz de Aviz, novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, alertou para os perigos do individualismo e do relativismo nestas instituições.

“A influência do individualismo e do relativismo no nosso tempo atingiu, pelo menos em parte, também alguns âmbitos da vida consagrada, diminuindo o seu vigor”, refere o membro da Cúria Romana, em entrevista ao jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano».
No dia em que a Igreja Católica celebra, em todo o mundo, o Dia do Consagrado, D. João Braz de Aviz admite que “várias ordens e congregações estão a assistir a uma diminuição das vocações, ao envelhecimento dos seus membros e, em muitos casos, a uma diversidade de orientações no seio da própria família religiosa”.
Este responsável sublinha que os religiosos e religiosas não são os únicos a “experimentar a diminuição das vocações”, que considera “um fenómeno mais amplo”, particularmente sentido na Europa.
Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano, as religiosas são quase 74 mil, em todo o mundo, enquanto os religiosos são cerca de 170 mil (135 mil padres e 54 mil irmãos).
Em Portugal, as religiosas são mais de 5400 e os religiosos mais de 1500.
O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica considera que “a fidelidade aos fundadores e a comunhão profunda com a Igreja poderão voltar a dar à vida consagrada um maior esplendor, ao serviço da própria Igreja e da humanidade”.
Na entrevista, publicada na edição em italiano de 2 de Fevereiro do «Osservatore Romano», D. João Braz de Aviz fala sobre o desenvolvimento da chamada teologia da libertação, lembrando que o falecido Papa João Paulo II (1920-2005) afirmou que a mesma “não só é útil, mas também necessária".
"A opção preferencial pelos pobres é uma opção evangélica da qual dependerá, em primeiro lugar, a nossa própria salvação. A sua descoberta e construção por parte da teologia da libertação representaram um olhar sincero e responsável da Igreja sobre o vasto fenómeno da exclusão social", referiu.
O arcebispo brasileiro disse acreditar que “ainda não foi suficientemente completado o trabalho teológico para desvincular a opção pelos pobres da sua dependência de uma teologia da libertação ideológica, tal como advertiu recentemente Bento XVI".
O membro da Cúria Romana declarou que “os religiosos e as religiosas, com a radicalidade da sua vocação evangélica, podem colaborar em muito para este novo percurso”.
Num registo mais pessoal, D. João Braz de Aviz confessa que “por pouco” não abandonou a sua “vocação sacerdotal” e a própria Igreja nos anos do nascimento da teologia da libertação.
Em 1984, o então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, assinou um documento sobre a teologia da libertação – corrente ideológica com grande importância na América Latina nos anos 70 e 80 do século passado –, condenado “os desvios e perigos de desvio, prejudiciais à fé e à vida cristã, inerentes a certas formas da teologia da libertação que usam, de maneira insuficientemente crítica, conceitos assumidos de diversas correntes do pensamento marxista”.

(Agência Ecclesia)

Completando a notícia anteriormente postada sobre D. João Braz de Aviz e o seu pensamento completo sobre a Teologia da Libertação.
Dois pontos que D. João expõe para os consagrados:
- Fidelidade aos fundadores;
- Comunhão com a Igreja.

Vaticano reafirma valores da Teologia da Libertação

Arcebispo brasileiro afirmou que os valores da Teologia da Libertação continuam sendo válidos.

O arcebispo brasileiro Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, afirmou que os valores da Teologia da Libertação continuam sendo válidos, mas que ainda é necessário desvincular as causas sociais das influências ideológicas.

"A opção preferencial pelos pobres é uma opção evangélica da qual dependerá, sobretudo, nossa salvação. Sua construção por parte da Teologia da Libertação representou um olhar sincero e responsável da Igreja com o vasto fenômeno da exclusão social", disse o prelado brasileiro em declarações publicadas nesta terça-feira pelo diário vaticano "L''Osservatore Romano".

Dom João Braz de Aviz, de 64 anos, lembrou que o papa João Paulo II, falecido em 2005, declarou certa vez que a Teologia da Libertação "não só é útil, mas também necessária".

O prefeito da Congregação indicou que é preciso continuar corrigindo a interpretação da realidade feita pelo método marxista.

"Acredito que ainda não foi suficientemente completado o trabalho teológico para desvincular a opção pelos pobres de sua dependência de uma Teologia da Libertação ideológica, tal como advertiu recentemente (o papa) Bento XVI", acrescentou o arcebispo.

A corrente de pensamento da Teologia da Libertação foi bastante influente na América Latina nos anos 1970 e 1980. Na época, o Vaticano viu com perigo que as tentativas dos teólogos de abordarem cada vez mais as causas sociais se vissem influenciadas por ideias marxistas alheias à mensagem cristãs.

(Folha Gospel - Terra)

Uma correção no título - não é o VATICANO que afirma isso, mas D. João Braz de Aviz - e com cautela, no sentido de que "AINDA não foi suficientemente completado o trabalho teológico para desvincular a opção pelos pobres de sua dependência de uma Teologia da Libertação Ideológica."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dom João Braz de Aviz diz que sua nomeação demonstra a “atenção do Papa à Igreja no Brasil”


Cidade do Vaticano (Terça-feira, 18-01-2011,Gaudium Press) O motivo da nomeação de um arcebispo brasileiro para o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica foi demonstrar "a atenção do Santo Padre para a Igreja no Brasil", revela, em uma entrevista concedida neste domingo à Rádio Vaticana, Dom João Braz de Aviz. O então arcebispo de Brasília a partir de agora sucede o cardeal Franc Rodé como prefeito do dicastério.

Na rápida entrevista à RV, o arcebispo confessa que a nomeação foi recebida "com grande simplicidade" e como "um serviço mais próximo ao Santo Padre, à Cúria Romana e sobretudo à pessoa de Bento XVI". O trabalho como chefe de dicastério empenhado na vida religiosa, segundo o neo-prefeito, é "especial" e "deve ser um acompanhamento às pessoas consagradas em todos os aspectos que caracterizam as suas vidas", porque o mundo moderno "não dá mais grande valor àquele que decide consagrar-se a Deus, por exemplo, na virgindade, no celibato".

O arcebispo define as novas comunidades no Brasil como "um dom de Deus, da graça de Deus, do amor de Deus pela nossa nação". A Igreja no Brasil, afirma, "vive um momento muito fecundo".

(Gaudium Press)

Dom João é um bispo que veio do clero diocesano, como pode estar à frente da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada? Ao que me parece, pela estreita ligação que ele possui com as Novas Fundações, com os Novos Movimentos Eclesiais. D. João é focolarino e tem uma compreensão fantástica sobre a dimensão Mariana da Igreja.