Em declarações ao portal EWTN Notícias neste último 15 de março, o presbítero jesuíta de 85 anos de idade, a quem o sismo surpreendeu enquanto dormia uma sesta, assinalou que "a resposta japonesa foi paciente e passiva, com muitas lágrimas e muitos gestos de dor porque muitos perderam os seus parentes e suas famílias".
"O futuro parece não mostrar nada. Movem-se no meio do atordoamento", acrescentou.
Logo do terremoto e o tsunami de 11 de março, o Pe. Milward recordou uns versos do poeta John Donne do século XVII: "o movimento da terra traz dano e temores / os homens se perguntam que aconteceu que significou".
O sacerdote também citou uma frase do salmo 76 em latim: "Terra tremuit et quievit, dum resurgeret in judicio Deus", que significa: "A terra tremeu e ficou suspensa quando te levantaste Oh Deus, para julgar".
As declarações do sacerdote se dão em meio da tragédia que cobrou a vida de milhares de pessoas e obrigou a várias centenas de milhares a ser evacuados ante a cada vez maior radioatividade da planta nuclear de Fukushima aonde 180 trabalhadores tentam controlar a situação para evitar uma catástrofe, que segundo os peritos poderia ser similar à de Chernobyl.
"Desde o ponto de vista cristão -prosseguiu o sacerdote- as pessoas pensam no terremoto em tempos de Elias no Monte Sinai, quando 'o Senhor não esteve no terremoto', mas no sussurro de uma suave brisa".
Pensa-se no "terremoto profetizado como aquele que acompanha o Dia do Senhor, no terremoto que ocorreu após morte de Jesus na cruz".
O Pe. Milward, que vive no Japão desde 1954, concluiu a entrevista a EWTN Notícias "sobre a pior experiência que tive em minha vida" em referência ao terremoto, citando Macbeth de William Shakespeare, que viu "horas terríveis e coisas estranhas, mas que esta noite de dor burlou antigos saberes", como uma forma de agradecer a Deus por ter sobrevivido a esta catástrofe.
(ACI Digital)
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