"O justo é como árvore plantada à beira de águas correntes, perto da Fonte. Porque está plantado assim, ele dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que faz prospera. Ele é teimosamente abençoado por Deus. A olhos vistos".
Divulgo, aqui no blog, algumas reflexões. Não são textos acabados e sempre estou aberto ao diálogo!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Miles de cristianos de la India se manifestarán este sábado para exigir el respeto de sus derechos
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
La Onu reconoce que los cristianos huyen de Bagdad ante las amenazas
El gobierno español se opuso a la aprobación de un documento que defendía a las minorías cristianas
Europa: Vaticano lamenta falta de consenso na condenação às perseguições religiosas
sábado, 22 de janeiro de 2011
70 cristãos são presos no Irã

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
França: liberdade religiosa em debate no Conselho da Europa
Assassinada religiosa na República Democrática do Congo
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Iraque: "Não enganem os cristãos!"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Cristofobia na Espanha, Escócia,Grã Bretanha
É necessário que os fiéis sejam alertados perante quem deseja reconstruir a sociedade de uma forma que excluiria o cristianismo. Esta foi a advertência contida na homilia do arcebispo britânico Vincent Nichols.
O arcebispo de Birmingham, que celebrava missa na Catedral de St. Chad's, explicava que Cristo ensinou a importância de ser testemunhas da verdade. «Seu testemunho esclarece nossa tarefa como sociedade», afirmava o prelado. Construir tal sociedade, acrescentava, é «uma empresa moral sem ambigüidades».
Não obstante, continuava o arcebispo católico, muitos desejam hoje construir uma sociedade que exclua a moral e reduza todo juízo ao que é legal.
«É processo da democracia secular em nosso país neste momento, enquanto se pede que se atue sem interesses e de forma moralmente neutra, está imerso de fato em uma reestruturação intensa e em ocasiões agressivas de nosso marco moral», observava o Monsenhor Nichols. Também se queixava de que o governo britânico esteja tentando impor à Igreja «condições que contradizem nossos valores morais». Isso implica áreas como as escolas, as agências de adoção e os programas sociais.
A homilia do arcebispo atraiu a atenção da imprensa britânica. Prossegue o duro debate sobre a formulação da legislação que estipularia como se penalizam as organizações cristãs
por não aceitar plenamente a homossexualidade.
Se as propostas do governo seguem adiante, a Igreja anglicana pode ver-se forçada a fechar seus clubes de jovens e suas organizações de caridade, advertia o bispo anglicano de Rochester, Michael Nazir-Ali. «Serão os pobres e os indigentes os perdedores», eram suas palavras citadas pelo Daily Mail em 29 de novembro. O prelado anglicano também expressou seu apoio ao declarado pelo arcebispo Nichols em sua recente homilia.
As cruzes excluídas
A exclusão do cristianismo também foi destacada em uma controvérsia sobre a decisão da companhia aérea British Airways de pedir a uma de suas trabalhadoras que não leve uma cruz no pescoço. Pediu-se a uma funcionária do setor de check-in, Nadia Eweida, que ocultasse seu colar com uma cruz, informou em 14 de outubro a BBC.
Sua cruz infringia supostamente a proibição de símbolos religiosos da British Airways. No entanto, tão logo se viu que a companhia aérea permitia usar os turbantes dos sijs e as vestes típicas dos muçulmanos.
O tema levantou debates durante algumas semanas, durante as quais Eweida foi obrigada a trabalhar com uma permissão. Em 20 de novembro British Airways lhe afirmou que havia tomado a decisão final de recusar seu apelo de levar a cruz, informou no mesmo dia a BBC.
A decisão atraiu duras críticas. O arcebispo anglicano de York, John Sentamu, denunciou que era algo «sem sentido», informava em 21 de novembro no Daily Mail. «Usar uma cruz não é somente o símbolo de nossas esperanças, mas também a responsabilidade de atuar e viver como cristãos», indicou.
Em 20 de novembro o Daily Mail informava que 92 membros do parlamento britânico assinaram uma moção condenando a decisão da companhia aérea. Os firmantes provêm de todos os principais partidos. Dado que continuaram os protestos, a British Airways se retratou e anunciou que permitiria a seus trabalhadores usar pequenas cruzes, informou em 25 de novembro o Times.
Cruzada nas universidades
O debate sobre o papel do cristianismo também surgiu nos campus. As organizações cristãs estão preparando ações legais contra as autoridades universitárias, informava em 18 de novembro o Times.
As associações de estudantes em quatro universidades têm proibido os grupos cristãos porque os acusa de excluir os não cristãos e promover o ódio aos homossexuais. A Universities and Colleges Christian Fellowship, uma organização que abriga 350 uniões estudantis na Grã-Bretanha com mais de 20.000 estudantes, afirmou que seus membros enfrentam uma luta «sem precedentes» em seus 83 anos de história, informou o periódico.
Alarmados pela ameaça aos cristãos nos campus, alguns líderes religiosos, incluindo oito bispos anglicanos e católicos, escreveram uma carta ao Times, publicada em 24 de novembro.
Sustentavam que, ainda que os organismos universitários tenham a responsabilidade de assegurar que as sociedades reconhecidas oficialmente atuam de forma apropriada e leal, «isto não lhes dá, nem a ninguém, o direito a restringir ou mudar as crenças essenciais de ditas sociedades, ou impor como líderes pessoas que não compartilham suas crenças essenciais».
As universidades escocesas também estão apresentando problemas aos cristãos. AUniversidade de Edimburgo proibiu a União Cristã de ministrar um curso sobre abstinência no campus, informou o periódico Scotland on Sunday no dia 19 de novembro.
As autoridades universitárias sustentaram que os conteúdos do curso contrariam «as normas de igualdade e diversidade», depois de escutar histórias de pessoas que haviam sido «curadas» de sua homossexualidade. «A universidade está se fechando de forma eficaz à liberdade de expressão», protestava Laura Stirrat, vice-presidente da União Cristã da Universidade de Edimburgo.
Os colégios católicos da Escócia também têm recebido ataques, informava o periódico Scottish Herald em 27 de novembro. Peter Quigley, presidente do Instituto de Educação da Escócia, um sindicato de professores, afirmou que a lei que permite aos representantes da Igreja bloquear a contratação de professores segundo argumentos de crenças religiosas ou caráter discrimina os não católicos. O artigo observava que os comentários do líder do sindicato tiveram lugar somente uns meses depois de que um tribunal de trabalho ditasse que um ateu sofreu discriminação religiosa porque não se lhe permitiu que se apresentasse a um posto de promoção em um colégio católico em Glasgow. Como resultado David McNab recebeu 2.000 libras (3.900 dólares) como compensação.
Cristofóbicos
Em meio a estas múltiplas controvérsias, o cardeal Cormac Murphy-O'Connor publicou um artigo em 25 de novembro no Times, perguntando se a sociedade britânica está se voltando contra a religião.
O arcebispo de Westminster insistia na necessidade de «um diálogo e cooperação respeitosos» entre cristãos, membros de outras crenças, agnósticos e laicistas. «O multiculturalismo grosseiro que não consegue apreciar a base de cultura da fé», defendia, «nos conduz para longe da coesão social».
«Estou me cansando da piada de quem parece ver as comunidades de fé, especialmente as cristãs, como intrusas e contrárias ao bem comum», acrescentava o cardeal. «Os rotulava de cristofóbicos».
Estão-se gerando novas controvérsias. Em 26 de novembro, o periódico Telegraphde Londres informava que um magistrado cristão, Andrew McClintock, empreenderia ações legais contra o governo. Sustenta que foi forçado a renunciar seu papel de proporcionar às crianças cuidados devido a sua convicção religiosa de que a homossexualidade é imoral. McClintock afirma que se viu obrigado a presidir casos que implicava pais homossexuais. Sustenta que isso constitui discriminação contra suas crenças. McClintock, de 62 anos, foi magistrado no South Yorkshire Benchdurante 18 anos e esteve em sua seção dedicada à família nos últimos 15 anos.
Sem lugar para o Menino Jesus
A Grã-Bretanha, supostamente, não é o único país sacudido por debates sobre o cristianismo. Os funcionários da cidade de Chicago receberam duras críticas por sua decisão de proibir um video-clip do filme «Jesus - A História do Nascimento». As cenas seriam mostradas no Christkindlmarket, um festival de Natal que tem lugar naDaley Plaza, informava em 29 de novembro em Chicago Tribune. Jim Law, diretor executivo da cidade para eventos especiais, afirmou que mostrar as cenas do filme seria «insensível para muitas pessoas de crenças diferentes», que assistem ao festival. Os funcionários permitem, no entanto, que estejam na praça a meia lua islâmica e a menorah judia, junto à apresentação de Natal, observava o Tribune.
A Espanha também está afetada. Um colégio público de Zaragoza proibiu o tradicional festival de Natal, informava em 29 de novembro o periódico ABC.
As autoridades escolares tomaram a decisão devido à presença de estudantes de outros credos e culturas. Os cristãos, como o Menino Jesus, não são bem-vindos em muitos lugares
(Site Cléofas)
Ontem dava formação à Comunidade Jerusalém justamente sobre as reflexões que o Santo Padre está realizando sobre a liberdade religiosa e como ela está sendo atacada em dois viés - as perseguições contra os cristãos em países onde os mesmos são minoria e são proibidos taxativamente de expressarem publicamente sua fé e os países (ocidentais em geral) em que a religião tem sido colocada à parte da vida pública e política, inclusive com proibições de utilização de símbolos religioso - que é o assunto principal desta reportagem.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Bento XVI: Liberdade Religiosa está ameaçada no Ocidente
Cidade do Vaticano, 10 Jan (Ecclesia) – Bento XVI referiu que a liberdade religiosa enfrenta ameaças no Ocidente, condenando uma “crescente marginalização” da religião na vida pública.
“Penso, em primeiro lugar, em países onde se reconhece uma grande importância ao pluralismo e à tolerância, enquanto a religião sofre uma crescente marginalização”, assinalou, no Vaticano.
O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.
Para Bento XVI, os cristãos enfrentam no Ocidente “outros tipos de ameaça contra o pleno exercício da liberdade religiosa”, havendo quem procure “impedir toda e qualquer influência” na vida social.
“Chega a pretender-se que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referência às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas, como, por exemplo, quando estão em vigor leis que limitam o direito à objecção de consciência”, lamentou.
Outra manifestação da “marginalização da religião e particularmente do cristianismo”, segundo Bento XVI, “consiste em banir da vida pública festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam”.
“Agindo deste modo, não apenas se limita o direito dos crentes à expressão pública da sua fé, mas cortam-se também raízes culturais que alimentam a identidade profunda e a coesão social de numerosas nações”, disse o Papa, falando especificamente na “exposição do crucifixo nos lugares públicos”.
Bento XVI declarou, neste contexto, que “a liberdade religiosa não é plenamente aplicada quando se garante apenas a liberdade de culto, mais a mais com limitações”.
Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, o Papa pediu também “uma plena tutela da liberdade religiosa e dos outros direitos humanos com programas que, desde a escola primária e no quadro do ensino religioso, eduquem para o respeito de todos os irmãos em humanidade”.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
(Agência Ecclesia)
Esse é o resumo da comunicação que o Papa fez ao corpo diplomático no Vaticano. No site do Vaticano está a íntegra do discurso. Quem quiser poderá lê-lo.
No texto o Santo Padre dirá, quase ao final: "Diante deste ilustre auditório, quero por último reafirmar vigorosamente que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito. Quero repetir que a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade."
Esta comunicação do Santo Padre é bastante contundente diante das situações de perseguição que a Igreja Católica (cristã de um modo geral) vem sofrendo nos países muçulmanos e comunistas em geral. Mas ela tem um acento sobre a polêmica da dita separação Igreja/Estado, que tem se manifestado principalmente nos últimos anos mais acirrada. Não podemos confundir a laicidade do Estado com a adesão que a sociedade (seus membros) fazem às tradições religiosas. E nem imaginar que um Estado laico é um estado ateu.
